Brasil precisa se firmar no mercado asiático

Brasil precisa se firmar no mercado asiático

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

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O agronegócio brasileiro vai continuar nos próximos anos com a responsabilidade de sustentar os superávits comerciais brasileiros, pautado na exportação de commodities para mais de 200 países. No entanto, o governo precisará se preocupar cada vez mais com o mercado internacional, pois existe risco de redução nas exportações dos produtos brasileiros no Ocidente, afirmam Marcos Sawaya Jank, consultor da Agência para o Programa de Acesso a Mercados do Agronegócio e Alimentos (PAM-Agro); e Augusto Castro, gerente executivo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A saída estará na Ásia, que detém 61% do mercado mundial, com destaque para China, Índia, Indonésia, Japão e Coréia do Sul, que já se consolidam como grandes consumidores do futuro. Para os dois, o Brasil precisa se firmar urgentemente nesses mercados mais dinâmicos.

Ambos participaram de uma videoconferência com a Diretoria da Embrapa e falaram sobre como agregar valor à parceria comercial com os países asiáticos, destacando a importância da presença naquele mercado e a busca por melhoria na qualidade dos produtos exportados - onde a Embrapa tem papel estratégico. "Esse tema muito nos interessa, porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento conta com a Embrapa para ajudar a Apex-Brasil em sua Missão", afirmou o presidente Maurício Lopes no início do encontro. "O continente asiático é também mercado para nossas tecnologias, mas acima de tudo temos o compromisso de auxiliar políticas públicas com estudos e dados qualificados, que possam embasar a criação de uma imagem positiva dos produtos brasileiros nesses mercados e a defesa dos interesses brasileiros", completou.

Jank apresentou pontos da estratégia delineada pela Apex para os próximos meses e anos para aumentar a exportação de produtos brasileiros, relatou os problemas que o país vem atravessando no mercado internacional de carnes por conta dos desdobramentos da operação Carne Fraca e das denúncias envolvendo dirigentes da JBS e da preocupação com o baixo valor agregado dos nossos produtos exportados. "Temos que exportar menos commodities e cada vez mais produtos com valor agregado". O consultor solicitou maior colaboração da Embrapa na geração de informação qualificada sobre os produtos brasileiros. Sugeriu até a criação de um site ou página especial para ser utilizada em eventos internacionais, que possam mostrar que os produtos nacionais exportados tem qualidade, são produzidos sem gerar desmatamentos ou trabalho escravo e são fruto do conhecimento tropical gerado por cientistas reconhecidos no mundo inteiro. E finalizou, apontando cinco desafios internacionais para o país: competitividade, acesso a mercados, valor adicionado, melhoria da imagem e internacionalização. Elísio Contini, chefe da Secretaria de Inteligência e Macroestratégia (SIM), considerou o evento positivo e importante para consolidar uma parceria mais estreita com a Apex. "A pedido do Presidente, vamos coordenar a partir do segundo semestre deste ano esses estudos qualificados sobre os produtos brasileiros voltados para exportação, mobilizando observatórios, unidades, portfólios e arranjos", adiantou.

Fonte: Embrapa

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